Estômago para Empreender
Postar em: 27-08-2009 | por : Professor Willian Girarde | em : CDE
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Fonte: UniversoCriativo, por Willian Girarde.
Ao contrário do que muitos imaginam, tenho ressalvas no que diz respeito à construção de planos de negócios para a abertura de uma pequena empresa. Também não sou do tipo que define empreendedor como aquele se supera, atrelando a sua imagem à da motivação. Acredito, sim, que o empreendedor pode catalisar (e somente catalisar) o processo empreendedor ao desenvolver planos de negócios e que, para empreender, ele necessariamente supera obstáculos, esquivando-se das zonas de conforto. Tais condições, porém, sob meu ponto de vista, não são pré-requisitos para a definição do termo e para o exercício do empreendedorismo, mas, assim como a formação acadêmica, são importantes ferramentas. A título de ilustração, visite a biografia de alguns agentes da destruição criativa do mundo moderno, e.g. Richard Branson, Herb Kelleher e Ratan Tata.
Conforme os estudos realizados no Núcleo de Pesquisas em Empreendedorismo (NuPE) da Faculdade ESPA, onde atuo como professor-orientador, empreendedor é o indivíduo que se utiliza de algumas características comportamentais distintas para atuar como agente da transformação socioeconômica. Em suma, muitas vezes ele sobrevive sem a formalização de planos de negócios, mas todos (ou quase todos) os empreendedores se superam ao alterar, de uma forma ou de outra, com práticas motivacionais ou não, as suas realidades.
Hoje, em sala de aula, meus alunos e eu discutimos justamente sobre a situação em que o indivíduo, prestes a iniciar suas atividades empresariais, precisa se superar. Já não atrelamos o empreendedorismo somente à motivação humana e, baseados na discussão proposta por Jacques Marcovitch em seus livros, conversamos sobre a distância que existe entre a oportunidade e a iniciativa (apesar de ambas estarem dispostas na mesma característica do comportamento empreendedor). Nesse sentido, se por um lado vislumbrar oportunidades é fácil, por outro colocá-las em prática não está entre as tarefas mais amigáveis. Haja superação!
Deparei-me, somente na última semana, com situações exemplares. Em uma delas o aspirante — até então defensor taxativo do “pare de falar, comece a fazer” — se sentia amedrontado porque sair do ambiente corporativo e empreender se tornava iminente em sua vida. Em outra, um aluno se desestimulou ao simplesmente imaginar o processo necessário para a transformação de uma ideia em realidade. Na terceira, o grupo de trabalho “fazia” de qualquer jeito, desconsiderando uma verdade às vezes dolorosa: fazer não se equipara a fazer de qualquer jeito. E levando em conta que falar de si gera apatia, não exporei aqui as minhas experiências em casos do tipo.
Enfim, catalisar o processo empreendedor por meio da construção de um plano de negócios, superar obstáculos para a realização de sonhos e empreender é ideal, mas obedece a uma condição: precisa ter estômago.










Prof.º gostei demais deste post. Acredito em tudo o que foi falado, e mais, adiciono ao seu post que, para empreender é necessário também o DOM para a coisa. É como a música. Muitos querem, tentam, mas não saem do DO, RÉ, MI. Ter as ferramentas é fundamental, mas nascer com o “feeling” para fazer acontecer é uma importante base para o sucesso do empreendedor.
Forte abraço!
Josias, 1ºSEM. GESTÃO FINANCEIRA
Olá, prof. Willian,
Sou diretor da Overseas Consultoria em Idiomas e visitei seu blog por curiosidade. Adorei seu artigo e tenho comentários a fazer.
A palavra empreendedorismo que assombra, bem como anima muitos estudantes universitários e profissionais do mercado de trabalho a constituirem sua própria empresa, é algo muito complexo e têm suas raízes basicamente em 3 fatores humanos: FORÇA DE VONTADE / MEDOS / VISÃO DE FUTURO. O futuro é incerto e o plano de negócios é uma ferramenta muito importante para a estruturação da empresa, mas é algo incontrolável também. Precisamos desenvolver pensamento empreendedor atingindo e solucionando os três fatores relacionados a fim de projetar a empresa estrategicamente, analisando riscos, gerenciando pessoas, estudando o mercado e encantando clientes.
Tenho certeza que a ESPA desenvolve bons projetos na área de empreendedorismo ajudando as pessoas a entenderem e aplicarem a sua essência de forma inteligente. Caso contrário, o índice de empresas que não passam de dois anos no Brasil após sua fundação será maior ainda.
Abraços,